Grupo Escolar

de Ribeirão Bonito

O Grupo Escolar de Ribeirão Bonito foi a primeira escola da cidade, fundado em 12 de outubro de 1909 para atender o projeto da Primeira República, que propunha mudanças significativas na “organização educacional e nas práticas de ensino” (ALVEZ; SOUZA, 2021, p.33). O terreno para implantação foi doado parte pela Câmara dos Vereadores e Parte pelo Sr. Senador João Batista de Mello Peixoto, teve projeto de Manuel Sabater e foi tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 21 de julho de 2010 (Diário Oficial de 11 nov.2010 pgs 112 a 114).

Contexto Geral

Entre os anos de 1890 e 1920, com os republicanos no poder, a instrução primária passa a ser defendida como obrigatória, universal e gratuita. Motivados então pelo progresso da produção cafeeira pelo avanço das estradas de ferro, o Governo do Estado de São Paulo construiu cerca de 123 escolas públicas. O novo modelo de escola, popular, denominado grupo escolar, simbolizava a “modernidade e racionalidade, comprometido com o ideário do progresso, civilidade e patriotismo do novo regime” (ALVEZ; SOUZA, 2021, p.34), que buscava acabar com o analfabetismo da população e formar integralmente o cidadão (BADUY; RIBEIRO, 2020).
Predominava nesta época a utilização de projetos–tipicos. A adoção desta prática permitia que o projeto pudesse ser repetido ou adaptado as diferentes necessidades de tamanho e condicionantes físicos, como relevo das cidades. C projetista dispunha de liberdade para a composição das fachadas como forma de dar identidade a edificação, fazendo uso dos elementos decorativos vigente na época imprimindo desta forma a cada edificio construido uma identidade própria. Em termos de programa estavam salas de aula para meninas e meninos, salas dos professores, e do diretor. Sanitários e galpão para ginástica em área externa. Em termos de implantação, um porão alto com possibilidade de ventilação natural era usado como forma de adaptação aos diferentes terrenos, e a planta simétrica garantia clareza da organização espacial e na separação dos alunos por sexo, esta ultima sendo feita ou por muros ou pavimentos. (ARQUITETURA ESCOLAR PAULISTA, 1998 E VICENTE; FATTORE, 2010).

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